sexta-feira, 3 de maio de 2013

ASSERCO: Programa 5s



 
  


É um conjunto de técnicas desenvolvidas no Japão e utilizadas inicialmente pelas donas-de-casa japonesas para envolver todos os membros da família na administração e organização do lar.

No final dos anos 60, quando os industriais japoneses começaram a implantar o sistema de Qualidade Total (QT) nas suas empresas, perceberam que o 5S seria um programa básico para o sucesso da QT.

Esse programa pode ser conhecido com outros nomes, porém 5S é o mais utilizado e vem das iniciais das cinco técnicas que o compõe:

Seiri - Descarte, utilização, liberação da área;
Seiton - organização, arrumação;
Seiso - limpeza;
Seiketsu – Higiene, padronização;
Shitsuke - Manutenção, autodisciplina.

Alguns objetivos desse programa são:

• melhoria do ambiente de trabalho;
• prevenção de acidentes;
• incentivo à criatividade;
• redução de custos;
• eliminação de desperdício;
• desenvolvimento do trabalho em equipe;
• melhoria das relações humanas;
• melhoria da qualidade de produtos e serviços.



 SEIRI - Descarte, liberação da área

Essa técnica é utilizada para identificar e eliminar objetos e informações desnecessárias, existentes no local de trabalho.

As principais vantagens do Seiri são:

  • conseguir liberação de espaço;
  • eliminar ferramentas, armários, prateleiras e materiais em excesso;
  • eliminar dados de controle ultrapassados;
  • eliminar itens fora de uso e sucata;
  • diminuir risco de acidentes.


Para a execução do Seiri devem ser definidas e instaladas áreas de descarte. Essas áreas devem ser devidamente sinalizadas para evitar que se tornem "áreas de bagunça". Todo material descartado deve ser etiquetado e controlado (materiais para recuperação, alienação, almoxarifado, materiais para outros órgãos, reciclagem ou para lixo ou sucata). A responsabilidade da pessoa que está descartando só termina no momento do destino final do material descartado.


SEITON - Organização

É uma atividade para arrumarmos as coisas que sobraram depois do Seiri. Seu conceito chave é a simplificação. Os materiais devem ser colocados em locais de fácil acesso, e identificados, de maneira que seja simples verificar quando estão fora de lugar.

Vantagens:

• rapidez e facilidade para encontrar documentos, materiais, ferramentas e outros objetos;
• economia de tempo;
• diminuição de acidentes.



SEISO - Limpeza

Nesta etapa devemos limpar a área de trabalho e também investigar as rotinas que geram sujeira, tentando modificá-las. Todos os agentes que agridem o meio-ambiente podem ser englobados como sujeira (iluminação deficiente, mal cheiro, ruídos, pouca ventilação, poeira, etc).

A prática do Seiso inclui:

• não desperdiçar materiais;
• não forçar equipamentos;
• deixar banheiros e outros recintos em ordem após o uso, etc.

Como vantagens da aplicação desse terceiro S, temos:

• melhoria do local de trabalho;
• satisfação dos empregados por trabalharem em ambiente limpo;
• maior segurança e controle sobre equipamentos, máquinas e ferramentas;
• eliminação de desperdício.
  

SEIKETSU – Higiene, Padronização

Após termos cumprido as três primeiras etapas do programa 5S devemos partir para a padronização e melhoria contínua das atividades. Essa etapa exige perseverança, pois se não houver mudanças no comportamento das pessoas e nas rotinas que geram sujeira logo voltaremos a situação inicial, antes da implantação do 5S.

Nessa etapa, devem ser elaboradas normas para detalhar as atividades do 5S que serão executadas no dia-a-dia e as responsabilidades de cada um.

Como principais vantagens do estabelecimento do Seiketsu, temos:

• equilíbrio físico e mental;
• melhoria do ambiente de trabalho;
• melhoria de áreas comuns (banheiros, refeitórios, etc)
• melhoria nas condições de segurança

 

SHITSUKE – Manutenção, Autodisciplina

O compromisso pessoal com o cumprimento dos padrões éticos, morais e técnicos, definidos pelo programa 5S, define a última etapa desse programa.
Se o Shitsuke está sendo executado significa que todas as etapas do 5S estão se consolidando.

Quando as pessoas passam a fazer o que tem que ser feito e da maneira como deve ser feito, mesmo que ninguém veja, significa que existe disciplina. Para que esse estágio seja atingido todas as pessoas envolvidas devem discutir e participar da elaboração de normas e procedimentos que forem adotados no programa 5S.

As vantagens são:

• trabalho diário agradável;
• melhoria nas relações humanas;
• valorização do ser humano;
• cumprimento dos procedimentos operacionais e administrativos;
• melhor qualidade, produtividade e segurança no trabalho.


Dúvidas?

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terça-feira, 30 de abril de 2013

Poluição: .Direção. Econômica



Contribua para diminuir a Poluição Ambiental fazendo uso da "Direção Econômica"

É confirmado que o consumo de combustível está relacionado ao modo como se dirige o veículo. 

O motorista pode adotar medidas simples ao dirigir um veículo seguindo algumas regras de condução, e ainda contribuir para diminuir a poluição ambiental, fator que nos dias de hoje é fundamental e urgente para melhorar a qualidade de vida com visão no futuro. 



Cito informações que serão muito úteis, e recomendo lê-las com atenção para que as mesmas façam parte do dia a dia na conduta dos veículos.


PARA CONDUTORES 
  • Não acelere o veículo estando o mesmo parado;
  • Evite, quando possível, estradas mal conservadas e trechos sinuosos;
  • Procure fazer as trocas de marchas sem forçar o motor acelerando desnecessariamente;
  • Não pare bruscamente;
  • Mantenha a velocidade uniforme evitando freadas e acelerações desnecessárias;
  • Mantenha distância do veículo à frente evitando manobras desnecessárias;
  • Siga o ritmo do trânsito;
  • Aproveite os declives acelerando um pouco antes, porém não use o ponto morto; desça engrenado que também é mais seguro;
  • Reduza a velocidade ao chegar próximo do semáforo evitando as freadas e arranques;
  • Nas paradas prolongadas é preferível desligar o motor;
  • Vidros totalmente abertos fazem o consumo de combustível aumentar;
  • Faça seu roteiro com antecedência para evitar idas e vindas desnecessárias;
  • Anote a quilometragem e a quantidade de combustível, podendo assim controlar o consumo;
  • Seguir a sinalização também pode ajudar na economia de combustível, pois através dela podemos tomar decisões com antecedência e segurança.


COM VEÍCULOS: 
  • Evite excessos de carga;
  • O uso ou não do sistema de ventilação e aquecimento interfere no consumo;
  • O ar condicionado aumenta cerca de 20% o consumo, use o sistema de renovação do ar para diminuir este gasto;
  • Uma boa aerodinâmica contribui para a economia de combustível, evite o uso do bagageiro de teto e retire-o quando não estiver sendo utilizado;
  • Mantenha o veículo sempre alinhado observando especificações do manual;
  • Uma vez por semana observar a pressão do ar nos pneus, calibrando-os quando necessário;
  • Seguir o plano de manutenção programada sem tirar a atenção diária com falhas imprevistas;
  • Prestar atenção nos indicadores do painel do veículo; as informações auxiliam na boa manutenção;
  • Utilizar pneus sempre da mesma marca, tipo e medidas originais.





Gostou? 
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sábado, 27 de abril de 2013

ASSERCO :NR 35 - Proteção de quedas



Gerenciar riscos é uma das tarefas mais complexas em Segurança do Trabalho


Cada um dos elementos que abaixo descrevo é sobre proteção de quedas e deve ser do domínio do trabalhador.

Diariamente em todo o mundo trabalhadores são colocados em situações de trabalho em altura. A qualquer momento um trabalhador fica perto de um desnível, escala uma torre, acessa um telhado ou pega um elevador, situações onde há um inerente risco de queda.

Para muita gente, parece que uma forte ancoragem, meios apropriados de conexão e cintos, não deveria haver mais mortes, e apenas pequenas lesões resultariam de quedas de altura.

Infelizmente, o cenário mais comum é ver um trabalhador estendido no chão depois de uma queda portando um simpático novo cinto e anel, mais do que nada. Porque isto? Nós temos a tecnologia, o equipamento e a proteção contra quedas, como um todo não é difícil de entender.



Portanto, o que é básico em proteção de quedas? 

Infelizmente, nem todos os aspectos de proteção de quedas podem ser aplicáveis para cada cenário a qualquer tempo. 

Com isto em mente, listei abaixo o que constitui os 10 elementos básicos para uma bem sucedida proteção de quedas, como ferramenta de referência rápida.


1. TREINAMENTO E EDUCAÇÃO

Embora isso pareça ser um princípio geral, treinamento e educação são fundamentais e básicos de tudo o que deve ser entendido para segurança em altura. 

Tipicamente a causa de acidentes relacionados a queda está diretamente influenciada por ausência ou limites no treinamento que a vítima tenha recebido.

Parece que o foco recai na função do equipamento e assim os trabalhadores ou estão esquecendo ou nunca foram treinados ou educados sobre os princípios básicos de proteção de quedas.

A chave para entender o trabalho em altura é saber quanto de treinamento prático e educação é necessário para uma pessoa retornar ao solo de forma segura. 

Em primeiro lugar, saber se o teste de demonstração de queda executado por um especialista de vendas da empresa que fabrica os equipamentos pode ser considerado um treinamento adequado ou o trabalhador teria que ter 40 horas de treinamento em uma sala de aula apropriada com testes e exercícios de proficiência. 

Isto seria, é claro, um equilíbrio que levaria em conta as tarefas e riscos para os quais os trabalhadores  seriam expostos bem como quanto tempo é gasto no trabalho em altura, sendo portanto vital para a segurança dos trabalhadores.



2. IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS

Esta pode ser a mais importante consideração quando lidamos com qualquer matéria ligada à segurança. Se o risco não é propriamente identificado, então qual será o plano para neutralizá-lo?

O usuário final terá que estar apto para identificar o risco de queda de forma apropriada, o que, na maioria dos casos estará praticamente evidente.

Entretanto, existem situações em que isto não está muito claro; e pode continuar desapercebido; ou, o que é pior, há um elemento de complacência que fica sendo incorporado através dos anos quando se faz o mesmo trabalho do mesmo jeito. 


A habilidade de realizar a tarefa naquele momento de reconhecimento do risco fica obscurecida pelo medo de que o sistema de resgate irá tornar a tarefa mais difícil, ou então que a tarefa vai ficar mais demorada, ou um sistema simplesmente nunca será usado para realizar a tarefa, ou seja, não será necessário. Todas esses 3 pressupostos podem ter consequências catastróficas.



3. HIERARQUIA DE CONTROLES

Uma vez que o risco tenha sido identificado, a habilidade para encontrar uma solução adequada e confiável para o risco que seja fácil de utilizar, efetiva, e que tenha um custo apropriado parece fazer parte do senso comum. 

Mas uma vez que esteja ausente uma hierarquia de controles em ordem – engenharia de exclusão do risco; proteção tradicional para quedas; sistemas de contenção de quedas; ao lado de características específicas para o trabalho – é muito comum acabar levando a reações instintivas, o que resulta em sistemas inadequados ou a instalação de um sistema abaixo dos parâmetros.


4. ENERGIA

Proteção de quedas tem tudo a ver com energia  A energia gerada em uma queda precisa ser distribuída de tal forma que não irá anular a ancoragem ou provocar lesão no trabalhador. Trabalhadores precisam saber as limitações do sistema de forma a que não se exceda a quantidade máxima de energia que possa ser distribuída através de seus componentes.

Energia em excesso pode levar à destruição das ancoragens, falha de conexões, desenvolvimento de energia extra absorvida pelo sistema e potencialmente uma lesão devastadora para o usuário final. 

Só existem duas forma de que essa energia seja reduzida durante uma queda: primeiro, pela redução do peso da queda, e segundo, pela redução da distancia da queda. 

Nenhum desses fatores deve ser excedido. Exceder esses fatores cria uma situação onde a performance do sistema não pode ser prevista.



5. INSPEÇÃO APROPRIADA DE EQUIPAMENTO

Equipamento de proteção de queda deve ser inspecionada antes de cada uso assim como sofrer uma inspeção anual desenvolvida por alguem diferente do usuário final do equipamento.

Além disso, as inspeções devem ser documentadas em um prontuário, para uma referência em uma data posterior, caso seja necessário.

Claro que os fabircantes e a legislação ultimamente tem determinado a qual intervalo um equipamento de resgate deve ser ijnpsecionado, mas dependendo da frequência de uso e o ambiente, aumento do número de inspeções pode ser necessário.

 As instruções de fabricantes e regulamentos sempre devem ser consideradas como o mínimo a ser observado. 

Consequências fatais geralmente ocorrem como resultado do usuário final preferir utuilizar uma peça de equipamento que está fora dos padrões ou que deve ser removida de serviço, apenas porque ele se sente confortável utilizando-o.


6. CONEXÕES COMPATÍVEIS

Muitas pessoas acreditam que eles sabem lidar com isso. Entretanto, muitas falhas documentadas de sistemas podem ser diretamente relacionados com falhas nas conexões por mal uso ou uso para uma finalidade para a qual a conexão não estava indicada ou para uma situação não testada.

Novos parâmetros aumentaram a resistência dos engates e correntes, em um esforço para combater essas falhas. Isto não significa que esses dispositivos sejam inquebráveis. Com alavancamento apropriado e energia suficiente, qualquer coisa pode ser quebrada.

A única forma para combater de verdade o problema é educar o trabalhador e assegurar que ele entende a diferença entre conexões compatíveis e incompatíveis.

Ao fazer isto, o trabalhador pode reconhecer problemas de compatibilidade e desenvolver ações corretivas que assegurem a segurança.


7. FLEXIBILIDADE DA ANCORAGEM

Esta é provavelmente a característica mais importante quando se olha a compatibilidade de conexões.

Se a ancoragem é flexível, então em muitos casos durante uma queda, o sistema irá se alinhar ela própria em uma configuração adequada, mesmo se o sistema não for geometricamente desejável.

Veja o exemplo de um grande gancho metálico em um pequeno ponto de ancoragem: é a flexibilidade da ancoragem que irá prevenir a ocorrência de uma alavancagem.


8. DESOBSTRUÇÃO

A mais básica premissa sobre proteção de quedas é a desobstrução. Não deve haver nenhum ponto ou que o sistema seja utilizado que permita alguém bater no solo se uma queda vir a ocorrer. Isto pode ser facilmente observado em muitas construções residenciais.

O trabalhador tem um cabo de segurança vertical em que não há necessidade de ajustes e este ajuste irá permitir ao trabalhador cair sobre o desnível ou do teto e atingir o solo se ele cair.


9. ANCORAGEM

Para resgate de quedas e sistemas de contenção uma ancoragem de adequada resistência que seja compatível com o sistema de resgate em uso é sempre necessária.

Em muito casos ancoragens são instaladas em materiais frágeis e podem não satisfazer os requerimentos de engenharia.

Muitos usuários não são engenheiros e não entendem que justamente devido à ancoragem ser desenhada para uma determinada resistência  isto não significa que esta escala seja atingida no substrato em que ela será conectada.



10. COLOCAÇÃO DA PROTEÇÃO

Colocação apropriada do cinto trava-quedas e do talabarte é fundamental para a proteção do usuário. Muitos trabalhadores não sabem vesti-lo de forma adequada; isto poderá ser devastador em caso de uma queda e criará lesões que de outra forma poderia ser facilmente evitáveis. 

Vestir-se e realizar os ajustes irão proteger o trabalhador durante a queda e após a queda, e é muito importante devido à espera antes que um resgate possa ocorrer.

A ordem na qual nós colocamos essas idéias básicas a respeito de proteção de quedas pode ser colocada de várias maneiras e argumentos válidos podem ser mencionados para cada uma dessas configurações.

A ordem pode não ser importante quando a concordância de que esses princípios básicos são prioridades. 



É importante lembrar que em função do tempo e do tipo de acidente presentes em uma indústria, a ordem e importância desses elementos básicos sobre proteção de quedas poderão mudar.

 O que não muda é o fato de que é essencial para a segurança para aqueles que trabalham em altura é que cada um desses princípios básicos seja do domínio do trabalhador, do usuário final.

Esses tópicos, ao lado de outros variados e importantes aspectos de proteção de quedas, precisam ser registrados, entendidos e refinados para as específicas necessidades do usuário, de forma a que seja o mais efetivo e confiável.

Este artigo aparece em Janeiro de 2013, no site Occupational Health & Safety.


Dúvidas?

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sexta-feira, 26 de abril de 2013

ASSERCO : NR -36 ABATE E PROCESSAMENTO DE CARNES




NR-36 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM EMPRESAS DE ABATE E 
PROCESSAMENTO DE CARNES E DERIVADOS

Publicação :   Portaria MTE n.º 555, de 18 de abril de 2013                                            
  D.O.U   19/04/13

O objetivo desta Norma é estabelecer os requisitos mínimos para a avaliação, controle e monitoramento dos riscos existentes nas atividades desenvolvidas na indústria de abate e processamento de carnes e derivados destinados ao consumo humano, de forma a garantir permanentemente a segurança, a saúde e a qualidade de vida no trabalho, sem prejuízo da observância do disposto nas demais Normas Regulamentadoras - NR do Ministério do Trabalho e Emprego.



Dentre os assuntos abordados destacam se:


  • Objetivos
  • Mobiliário e postos de trabalho
  • Estrados, passarelas e plataformas
  • Manuseio de produtos
  • Levantamento e transporte de produtos e cargas
  • Recepção e descarga de animais
  • Máquinas
  • Equipamentos e ferramentas
  • Condições ambientais de trabalho
  • Equipamentos de proteção individual – EPI e Vestimentas de Trabalho
  • Gerenciamento dos riscos
  • Programas de Prevenção dos Riscos Ambientais e de Controle Médico de Saúde Ocupacional
  • Organização temporal do trabalho
  • Organização das atividades
  • Análise Ergonômica do Trabalho
  • Informações e Treinamentos em Segurança e Saúde no Trabalho







Leia na integra a NR36, portaria 3.214/78:     clique aqui


Dúvidas?


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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Dia da Terra 2013





O Dia da Terra - ou, oficialmente, Dia Internacional da Mãe Terra - é uma data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2009 para marcar a responsabilidade coletiva para promover a harmonia com a natureza e a Terra e alcançar um balanço entre economia, sociedade e ambiente.


"O Dia Internacional da Mãe Terra é uma chance de reafirmar nossa responsabilidade coletiva para promover a harmonia com a natureza em um tempo em que nosso planeta está sob ameaça da mudança climática, exploração insustentável dos recursos naturais e outros problemas causados pelo homem.




 Quando nós ameaçamos nosso planeta, minamos nossa própria casa - e nossa sobrevivência no futuro", diz mensagem do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.


Contudo, a história dessa comemoração é bem mais antiga. O primeiro Dia Nacional da Terra ocorreu em meio ao movimento hippie americano, em 1970. 

Se por um lado a música e os jovens eram engajados, de outro os americanos viviam com seus carros com motor V8 e a indústria despejando produtos poluidores com pouco medo de represálias legais.




A ideia de uma data para marcar a luta pelo ambiente veio do senador Gaylord Nelson, após este ver a destruição causada por um grande vazamento de óleo na Califórnia, em 1969. Ele recebeu o apoio do congressista republicano conservador Pete McCloskey e recrutou o estudante de Harvard Denis Hayes como coordenador da campanha.




No dia 22 de abril, 20 milhões de pessoas nos Estados Unidos saíram às ruas para protestar em favor de um planeta mais saudável e sustentável.

 Milhares de escolas e universidades organizaram manifestações contra a deterioração do ambiente e engrossaram os grupos ambientalistas. Foi um raro momento que juntou até mesmo democratas e republicanos.


O resultado prático foi a criação da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos e dos atos do Ar Limpo, Água Limpa e das Espécies Ameaçadas. "Foi uma aposta", lembra o senador, "mas funcionou."



Com informações da Earth Day Network.